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Natal: População sofre com abrigos ineficazes em pontos de ônibus da capital

José Aldenir / Agora imagens
Na capital potiguar, para muitos, a irritação começa desde cedo, principalmente para quem não possui transporte próprioBoni Neto

A vida do trabalhador, por natureza, é diversificada no tocante a elementos como horários e dias de expediente. Em Natal, assim como em muitos outros lugares, as pessoas costumam sair para trabalhar ao final da madrugada e início da manhã. O labor cotidiano nunca é fácil e sempre rotineiro; o mau-humor, ao fim do dia, não é incomum. Na capital potiguar, para muitos, a irritação começa desde cedo, principalmente para quem não possui transporte próprio. Diversos pontos de ônibus espalhados por Natal se mostram ineficazes em sua missão secundária – proteger o passageiro das ações do clima – e causam transtornos para aqueles que estão esperando seu transporte público. O exemplo do dia a dia de labuta não é exclusivo; trabalhar é apenas um dos motivos pelos quais os natalenses precisam utilizar ônibus. Nestes casos, é preciso contar com a competência da prefeitura municipal e de sua secretaria de serviços urbanos para; o que não ocorre em muitas partes da cidade.

Foto: José Aldenir / Agora Imagens

No bairro da Ribeira, a sorte define a situação da população que espera o ônibus em frente à Praça Augusto Severo. Duas, das três paradas estão protegidas por um abrigo feito de metal, muito embora esses pontos de ônibus, que foram reformados há não muito tempo, se encontrem pichados e maltratados. Contudo, quem precisar utilizar o ponto de ônibus restante, faça chuva ou faça sol, vai sofrer; isto porque a parada não possui qualquer proteção superior, deixando a população diretamente à mercê do calor ou da umidade.

Outro “ponto de ônibus” famoso em Natal está localizado em frente ao Via Direta, em Candelária. O problema nesta parada é que ela não é oficial, mas simplesmente a fachada da passagem frontal do shopping, logo antes da passarela que passa por cima da BR-101. O ponto de aguardo do transporte público original, por sua vez, fica justamente logo após a passarela, mas, devido à localização não tão estratégica, ele vem sendo preterido pela população e pelos consumidores do Via Direta, que adotaram a fachada do shopping como sua parada, decisão popular que foi acatada pelos próprios motoristas de ônibus. Nas proximidades, ainda é possível enxergar lixo jogado na calçada, como papéis e copos descartáveis; o piso e o meio-fio também não estão em suas melhores condições.


Foto: José Aldenir / Agora Imagens

No Alecrim, os problemas com pontos de ônibus e seus abrigos – ou melhor, falta de abrigos – também são comuns. Deborah, 27 anos, estudante universitária, se queixa de que, para ir para o trabalho, precisa enfrentar a fúria do clima, já que sua parada não possui qualquer abrigo. A situação se agrava no momento porque Deborah está grávida e prestes a dar à luz. “São pouquíssimas paradas de ônibus em Natal que têm abrigo. Quando há, a grande maioria está em péssima condição. Estou aqui em um ponto de ônibus sem cobertura com outras pessoas, em pleno meio-dia com um sol escaldante e nós totalmente expostos. A solução é tentar se proteger do sol na sombra daquele poste”, disse a jovem, apontando para várias pessoas atrás da fina estrutura pública.

A zona Leste de Natal não foi o único ponto visitado pela reportagem do Agora Jornal, que também esteve na Avenida Moema Tinôco, comunidade de Gramorezinho, no bairro de Lagoa Azul, zona Norte da capital. Além das estradas esburacadas e não pavimentadas, não foram identificadas faltas de abrigos para os pontos de ônibus, mas a falta dos próprios pontos. A prefeitura de Natal, em determinado ponto da comunidade, instalou uma placa que sinaliza o local onde o ônibus deve parar para colher seus passageiros. O detalhe aqui é que a placa do transporte foi fincada logo em frente à residência de um popular, que precisa tapar os ouvidos e narizes para aguentar o barulho provocado e o gás carbônico liberado pelo veículo. Este, todavia, não é o único problema do ponto. A despeito do morador que tem sua casa utilizada como parada, uma moradora relatou que os ônibus não têm passado naquele ponto há mais de duas semanas. O motivo não foi esclarecido aos populares.

Agora RN

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