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Ceni rebate declaração de Lucão sobre saída do São Paulo


O jovem jogador de 21 anos é alvo constante de reclamações da torcida (Newton Menezes/Futura Press/Folhapress)
A derrota do São Paulo para o Atlético-MG domingo caiu na conta de Lucão. Um erro do zagueiro já nos minutos finais do duelo resultou no gol de Rafael Moura, decretando o placar negativo ao time da casa, em pleno Morumbi. O lance bastou para a torcida voltar a perseguir o atleta, com vaias a cada toque na bola e muitos xingamentos após o apito final. Na saída de campo, o jogador desabafou aos repórteres.“É normal (pegarem no pé). Acho que faz uns quatro anos que a torcida pega muito no pé de alguns jogadores específicos. Normal. Eu não podia errar hoje, mas fui infeliz no lance, a bola bateu nele (Rafael). Se ela tivesse passado, seria normal. Mas não foi. Enquanto eu estiver aqui, eles vão pegar no meu pé. Eu tenho que ser profissional e lidar bem com isso. Para a alegria de muitos, eu sei que vou sair daqui em breve“, disse o jogador de 21 anos, surpreendendo os repórteres.

Após a partida, o técnico Rogério Ceni afirmou que não ouviu o desabafo de Lucão, mas avisou que as vaias não podem desestabilizar qualquer atleta do elenco. “Não ouvi, mas lamento que ele dê esse tipo de declaração, porque vaias e aplausos são do jogo. Ele é um patrimônio do clube e prefiro ver melhor exatamente as palavras que ele usou. É sempre ruim quando você é vaiado, mas tem de ter cabeça no lugar para não dar uma declaração que não possa se arrepender futuramente. Eu sou de uma época em que, independentemente de vaias, era sempre muito especial jogar pelo São Paulo. Queria que ele tivesse também esse tipo de sentimento”, explicou.

Para o treinador, até o erro aos 35 minutos do segundo tempo, que culminou no gol de Rafael Moura, Lucão não tinha comprometido. Além disso, Ceni confirmou que o aspecto emocional pode acabar afetando negativamente o desempenho do jogador, mas assumiu a responsabilidade pela escalação e táticas adotadas para a equipe.

“Ele vinha fazendo um bom jogo. Na hora de fazer a troca, o Militão já havia reclamado de cansaço no outro jogo. Até a hora do gol, o torcedor não havia vaiado ele ainda. É que acaba tendo um erro e aí as vaias aconteceram. O lado emocional pode ter uma influência, mas, independentemente dos erros individuais, a responsabilidade é minha, pois sou eu que escolho sistema de jogo e as peças”, admitiu.

(Com Gazeta Press e Estadão Conteúdo)

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