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Prefeito e ex-presidente de clube afirma que ‘futebol não é lugar para pobre’

Minas Gerais – Um assunto que vem gerando uma das maiores polêmicas no momento no futebol brasileiro é a questão da elitização do público que frequenta os estádios. Com a construção das novas arenas para a Copa do Mundo, o crescimento dos programas de sócio-torcedor, o preço do ingresso para os jogos do Brasileirão e dos outros campeonatos acabou ficando maior e com isso, os torcedores com poder aquisitivo menor tem ficado de fora da maioria das partidas.

Em entrevista ao versão brasileira do jornal ‘El País’, o ex-presidente do Atlético-MG e atual prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, deu uma declaração polêmica sobre a chamada ‘gentrificação dos estádios’. Para o ex-dirigente, o público dos estádios realmente mudou e que isso é um fenômeno irreversível.

“No mundo inteiro, futebol não é coisa para pobre. Doa a quem doer. Ingresso é caro em todo lugar. Torcida dividida e entrada a preço de banana estragada só existem no Brasil. O Atlético coloca ingresso a 20 reais e não lota o estádio. Futebol não é publico, não é forma de ajuda social”, afirmou.

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