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Pesquisadora da UFRN apresenta alternativas à crise hídrica no RN A exposição foi conduzida pela coordenadora do Departamento de Engenharia de Aquicultura, Virgínia Cavalari

Alex Regis
Presente ao evento, a reitora da UFRN, Ângela Maria Paiva Cruz, considera a seca o maior desastre perene natural do BrasilPor Redação

A apresentação das potencialidades do projeto de pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) denominado Aquaponia foi um dos destaques do Seminário Motores do Desenvolvimento na manhã desta segunda-feira, 30, no auditório da Fiern, em Natal. A exposição foi conduzida pela coordenadora do Departamento de Engenharia de Aquicultura e chefe do Laboratório de Produção de Organismos Aquáticos, Virgínia Cavalari, em um evento que teve como tema os Impactos da Crise Hídrica no RN.

“Temos uma unidade funcionando na cidade de Currais Novos alicerçada sob esses moldes e que apresenta uma economia de 80% a 90% em relação ao sistema de agricultura tradicional. Tomando a terra como o local de sustentação da vegetação, esta será abastecida por nutrientes produzidos por peixes e camarões. Em seguida à retirada dos nutrientes pelas raízes, a água é assim purificada e retorna, por gravidade, para os tanques onde são produzidos os peixes e camarões. Ao final de um ciclo, uma pequena unidade produz mais de 50 kg de peixe, com um investimento aproximado de dois mil reais”, colocou Virgínia Cavalleri.

Presente ao evento, a reitora da UFRN, Ângela Maria Paiva Cruz, considera a seca o maior desastre perene natural do Brasil e que acabou por estar normalizada na vida dos nordestinos. “O tema dos recursos hídricos remete de imediato à qualidade de vida. Sem água, comprometemos nossa existência. Sem abastecimento de água potável, sem água para irrigação e para a pecuária, em um efeito dominó, atingimos a economia, o sistema de educação e de saúde e, por conseguinte, afeta o desenvolvimento. Interpreto inclusive que, apesar do reconhecimento da predominância do clima tropical semiárido no Nordeste, a sustentabilidade dos Recursos Hídricos não tem sido priorizada nas políticas públicas há muitas décadas”, analisou a reitora da UFRN, Ângela Maria Paiva Cruz.

A reitora citou que a UFRN trabalha o tema do semiárido e dos recursos hídricos em atividades de ensino, pesquisa, extensão, empreendedorismo e inovação nas diversas áreas acadêmicas: humanas, sociais aplicadas, saúde, exatas e tecnológicas. Ela relatou exemplos. “Em 2016, por exemplo, a Nuteq, empresa Júnior do curso de Engenharia Química, foi uma das três finalistas, entre mais de 300 empresas juniores convocadas, em um prêmio nacional apresentando um projeto para resolver o problema de falta d’água no Brasil. Neste ano, a Pró-Reitoria de Extensão e a de Pesquisa lançaram edital conjunto para apoio à realização de projetos voltados à gestão sustentável de água e energia no RN, que resultou em 14 propostas a serem financiadas pela UFRN, a maioria com foco na região do semiárido potiguar.”

Esta foi a 32º edição do Seminário Motores do Desenvolvimento, em uma organização conjunta do jornal Tribuna do Norte, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), Sistema Fecomércio/RN e Sistema Fiern.

Via: Agora RN

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