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Enfermeiras expõem situação de calamidade em hospitais de Mossoró e Caicó

Duas enfermeiras, que atuam no Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, e no Hospital Regional de Caicó, publicaram rm suas redes sociais o retrato do caos na saúde pública do RN, onde falta tudo, de medicamentos a telefone para a regulação de pacientes.

Nos textos, a angústia dos profissionais que assistem pacientes morrerem todos os dias por falta de condições de trabalho.

O governo Robinson entra para a história como o pior governador que o RN já teve.

Leia os relatos das enfermeiras Clara Jordany Oliveira Sá, de Mossoró, e Thalyne Dias, de Caicó.

Venho hoje aqui postar para vcs uma pequena parcela do que vem acontecendo com a Saúde Pública do RN. Passamos por isso aqui também no HRTM mas em proporções bem menores por enquanto. Eis o retrato do que vem acontecendo em Caicó-RN. Desabafo de uma servidora! (Enfa Clara Jordany Oliveira Sá)

Hospital Regional de Caicó
23:45 do dia 31/10/2017

Hoje cheguei mais uma vez à exaustão, por me sentir IMPOTENTE dentro de um ambiente onde eu deveria cuidar da saúde dos pacientes e ao invés disso estou assistindo a morte hora a hora. Ao chegar no plantão fui comunicada de que não tinham mais antibióticos para os pacientes continuar o tratamento das infecções, a UTI não estava mais com condições mínimas de abastecimento de medicamentos para receber pacientes. Dois dos pacientes internado com abdômen agudo (em urgência cirúrgica) tiveram suas cirurgias suspensas às 20h por falta de anestésico. Não tínhamos telefone para regular os pacientes para o hospital de referência, há dias está cortado por falta de pagamento, ao tentar ligar do meu celular descubro que os telefones do outro hospital também estão cortados. O que fazer? Uma vez que o estado geral dos pacientes se agravava a cada hora e o Estado nos manda “regular” o paciente antes de encaminhá-lo. Eu tinha uma escolha: ou assistia a mais duas mortes ou encaminhava os pacientes, correndo o risco do outro colega que estava em outra cidade não receber o paciente pelas mesmas “falta de tudo”.
Ouvi um médico hoje, que trabalha há 24 anos como servidor público no estado do Rio Grande do Norte, dizer que nunca passou por situação tão caótica como esta. Imagino eu nos meus primeiros 4 anos como servidora da SESAP-RN onde iremos chegar? E sabem o que é pior? É o paciente, potencialmente, cada um de nós que dependemos do SUS, ficar dentro de um jogo de empurra empurra até o último minuto de vida. Ninguém assume a responsabilidade. Seríamos todos cúmplices ou vítimas da “falta de tudo”?

Enfa. Thalyne Dias

#caosnasaudeRN #cadeomeusalario #piedadegovernador #opovosósofre #calamidadepublica.
Via: RN mais

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