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Eleições 2018: Mossoró tem quase dez pré-candidatos a deputado estadual

Empresário Jorge do Rosário, ex-candidato a vice-prefeito, é um dos nomes para Assembleia Legislativa
Nas eleições estaduais de 2014, Mossoró não elegeu um representante, com origem na cidade, para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, interrompendo uma sequência de décadas. Um prejuízo enorme para a segunda maior cidade do estado, detentora do segundo maior colégio eleitoral, que ficou sem voz na Casa Legislativa e, por consequência, teve as demandas represadas.

Os eleitores mossoroenses decidiram apostar em candidatas de outras regiões, levados pela onda da mudança e, também, por um quadro político confuso. A cidade havia acabado de sair de um processo eleitoral traumático, com a cassação do mandato da ex-prefeita Cláudia Regina (DEM) e a eleição de Silveira Júnior (PSD) para Prefeitura, em disputa suplementar.

Criou-se, a partir daí, a ideia do voto contra as “forças tradicionais” da cidade (leia-se família Rosado), com Silveira puxando o movimento em favor de seu candidato a deputado estadual Galeno Torquato (PSD). Surtiu efeito, com os votos dos mossoroenses migrando para os chamados “candidatos forasteiros”, que nunca trabalharam pela cidade, mas que em época eleitoral aparecem em busca de voto.

Os números finais das eleições de 2014 comprovam isso. Do universo de 160.013 eleitores mossoroenses, contados 105.149 votos válidos, apenas 25.866 foram distribuídos aos candidatos de Mossoró: Larissa Rosado (PSB), 24.585; Leonardo Nogueira (DEM), 9.111; Neto Vale (PC do B), 1.243; Gladestone Heronildes (PMDB), 770; e Edson Barbosa (PV), 157 votos. Esse total equivale a pouco mais de 20% do número de eleitores e apenas um terço dos votos válidos.

Enquanto isso, os candidatos com origem e trabalho em outras cidades e regiões abocanharam mais de 40% dos votos válidos, com destaque para a votação de Galeno Torquato, que recebeu 12.306 votos, o segundo colocado na cidade, ficando atrás apenas de Larissa Rosado. Também foram bem votados os deputados Souza (PHS), 4.186 votos; Fernando Mineiro (PT), 3.914; Getúlio Rêgo (DEM), 3.496; além dos candidatos Adnúbio Melo (PSDC), 3.471 votos; e Bispo Francisco (PSC), 2.130 votos.

Para se ter ideia da supremacia dos candidatos de fora, na lista dos dez mais votados em Mossoró, apenas dois candidatos da cidade apareceram: Larissa e Leonardo; e na lista dos 20 mais votados, Mossoró acrescentou apenas mais um: Neto Vale.



ENXURRADA

O desequilíbrio na Assembleia Legislativa em desfavor de Mossoró foi atenuado neste ano, quando Larissa Rosado retornou à Casa, assumindo o mandato com a renúncia do deputado Álvaro Dias (PMDB), eleito e empossado no cargo de vice-prefeito de Natal. A parlamentar tem sido a voz em defesa da cidade, porém considera muito pouco pela importância de Mossoró.

Diante desse quadro, é possível entender o grande número de pré-candidatos com raízes e base política em Mossoró para as disputas de 2018. Pelo menos oito nomes trabalham para viabilizar o projeto político-eleitoral e oferecer opções ao eleitor mossoroense.

A deputada Larissa será candidata à reeleição. A lista tem o empresário Jorge do Rosário (PR), ex-candidato a vice-prefeito; vereadora de primeiro mandato Isolda Dantas (PT); ex-prefeita de dois mandatos Fafá Rosado (PMDB); ex-deputado estadual de três mandatos Francisco José (PPL); geólogo e ex-candidato a prefeito Gutemberg Dias (PC do B); sindicalista Alysson Bezerra (Solidariedade), com atuação na Ufersa; e o funcionário da Caern João Maria (Avante).

Esse número pode aumentar se o rosalbismo, grupo liderado pelo ex-deputado Carlos Augusto, decidir lançar um nome próprio, que seria o jovem marqueteiro Kadu Ciarlini (PP), filho da prefeita Rosalba Ciarlini/Carlos. Até aqui, no entanto, o grupo dá sinais de que apostará na reeleição de Larissa Rosado.

Com tantos nomes e opções, agregados à decepção do eleitor com os deputados de outras cidades e regiões que foram bem votados em Mossoró mas não representam a cidade, a previsão é de que o segundo maior colégio eleitoral do estado possa mandar o maior número possível de representantes locais à Assembleia Legislativa.


OS 10 MAIS VOTADOS EM MOSSORÓ PARA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA EM 2014
1° - Larissa Rosado (PSB) – 24.585

2° - Galeno Torquato (PSD) – 12.306

3° - Leonardo Nogueira (DEM) – 9.111

4° - Souza (PHS) – 4.186

5° - Getúlio Rêgo (DEM) – 3.496

6° - Adnúbio Melo (PSDC) – 3.471

7° - Bispo Francisco (PSC) – 2.130

8° - Kelps Lima (SDD) – 2.111

9° - Jacó Jácome (PMN) – 1.929

10° – Carlos Augusto Maia (PT do B) – 1.846


Mossoró também perdeu vaga na Câmara dos Deputados

As eleições de 2014 tiraram uma cadeira de Mossoró na Câmara dos Deputados. Sandra Rosado (PSB), hoje vereadora, não conseguiu reeleição, interrompendo quadro de décadas de mandatos do seu grupo político em Brasil, iniciado pelo ex-deputado Vingt Rosado e sequenciado pelo ex-deputado Laíre Rosado, respectivamente, pai e esposo de Sandra.

O outro mandato era de Betinho Rosado (PP), mas ele foi substituído pelo filho Beto Rosado (PP), hoje único representante de Mossoró na Câmara Federal.

A queda nas eleições de 2014 seguiu a tendência da disputa pela Assembleia Legislativa, embora em menor grau. É verdade que a votação dos candidatos Rosados caiu na cidade, mas o que impediu a reeleição de Sandra foi a sua votação em outras regiões.

Dos 160.013 eleitores de Mossoró, 99.695 votaram para deputado federal. Desse universo, os candidatos locais obtiveram juntos 52.636 votos, mais de 50% dos votos válidos. Destaque para Sandra com 18.217 votos, seguida de Beto, 15.321; Fafá Rosado (PMDB), 12.983; sindicalista Valmir Alves (PT), 4.513; e o advogado Wellington Barreto (PPS), 1.548 votos.

Os candidatos de fora que obtiveram eleição somaram 28.294 votos em Mossoró, com o deputado Fábio Faria (PSD), apoiado pelo então prefeito Silveira Júnior, puxando a lista dos mais votados, com 12.423 votos. Na sequência, Felipe Maia (DEM), 5.579; Antônio Jácome (PMN, hoje Podemos), 4.485; Rogério Marinho (PSDB), 1.774; Zenaide Maia (PR), 1.352; Rafael Motta (PSB), 757; e Walter Alves (PMDB), 623 votos.


POUCOS CANDIDATOS

A disputa de 2018 para deputado federal, até aqui, não tem atraído um grande número de políticos locais, ao contrário do que acontece com a corrida à Assembleia Legislativa. Até aqui, confirmado apenas o projeto de reeleição do deputado Beto Rosado e a pré-candidatura do Lawrence Carlos (Solidariedade), que foi prefeito de Almino Afonso, mas é filho de Mossoró e reside na cidade.

A ex-deputada Sandra Rosado tem dito que deseja voltar à Câmara, no entanto a sua candidatura não é uma certeza, haja vista as dificuldades que o seu grupo político enfrenta.

De Fato

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