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Marcelo Odebrecht deixará carceragem da PF em Curitiba nesta terça


Marcelo Odebrecht, durante a delação da Odebrecht. - Reprodução / Agência O Globo
O executivo Marcelo Odebrecht deixará a Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba na terça-feira, por volta de 13h, e se apresenta às 14h30 na Justiça Federal do município para colocar a tornozeleira eletrônica. A medida é necessária para que o empresário cumpra o restante da pena em prisão domiciliar. A informação foi confirmada pela PF nesta segunda-feira.

A defesa do executivo esteve na carceragem da PF na tarde desta segunda, em visita que durou cerca de 15 minutos. O advogado Nabor Bulhões disse desconhecer o teor de uma movimentação no processo que se deu perto das 15h, de conteúdo sigiloso e que ainda aguarda “uma definição do Juízo”, embora espere a saída do executivo ainda esta terça.

— Se o acordo for cumprido, ele deve sair amanhã — afirmou.

Ao deixar a Superintendência da PF, Odebrecht seguirá para uma audiência com a juíza federal substituta da 12ª Vara Federal de Curitiba, Carolina Lebbos. Além de receber a tornozeleira eletrônica, o empresário também informará onde deve cumprir a prisão domiciliar.

O advogado acrescentou que Marcelo está preocupado com duas coisas: voltar para a família e cumprir o acordo de delação premiada, firmado em outubro do ano passado.

No entanto, Bulhões adiantou que nenhum documento foi entregue na 12ª Vara de Execuções Penais, onde esteve por cerca de 40 minutos logo depois do almoço. A assessoria da Odebrecht não confirmou a hora de saída do executivo e tampouco quem retiraria os pertences dele na carceragem.

Preso há dois anos e meio pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, Marcelo Odebrecht deve cumprir o restante da pena em sua mansão no bairro do Morumbi, área nobre de São Paulo. A defesa, no entanto, não soube informar se o transporte será realizado de carro ou avião.

O executivo permanecerá em prisão domiciliar por mais dois anos e meio, sem poder deixar a casa e monitorado por tornozeleira eletrônica. Após este período, terá pela frente mais sete anos e meio de medidas restritivas antes de poder voltar a atuar na empreiteira, como determinado pelo acordo de delação premiada.

O Globo

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