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Geraldo Ferreira cobra plano de cargos, concursos e ampliação da rede assistencial em Natal Presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte afirmou que, com melhorias nos salários da categoria, possibilidade de concursos públicos aumentará

José Aldenir / Agora Imagens
Geraldo Ferreira: "Plano foi aprovado pela Câmara de Natal há tempos, mas até agora o prefeito não o implementou"
Boni Neto


Ano novo, esperanças renovadas. A categoria médica em Natal está na expectativa de finalmente poder contar com um Plano de Cargos e Salários – já aprovado pela Câmara de Natal, mas nunca implementado pelo prefeito Carlos Eduardo (PDT). Presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed-RN), Geraldo Ferreira avaliou que o Executivo municipal também precisa realizar novos concursos públicos e ampliar a rede assistencial, “principalmente a rede básica, que ainda é muito precária”.

“É uma grande expectativa da categoria, porque se olharmos os valores pagos aos terceirizados por meio das cooperativas e empresas, temos algo muito superior ao que é pago hoje aos funcionários. Na hora em que houver uma melhoria no salário, haverá possibilidade de concursos e preenchimento dessas áreas com os funcionários – o que hoje é muito difícil, porque não é atrativo, os salários são baixos”, admitiu ao Jornal Agora RN.

No âmbito estadual, o médico elogiou o Governo do Estado por manter seus compromissos com a categoria, mas reclamou da possibilidade ventilada de se desativarem hospitais do interior e transferirem leitos para a capital com o intuito de melhorar o fluxo de pacientes, o que, em sua opinião, só pioraria as condições. “Isso é uma mera ilusão”, rechaçou Geraldo, que afirmou que a categoria médica pretende tomar iniciativa de tentar mudar o país em 2018 por meio de candidaturas e ações de incentivo a renovações de políticos e em defesa da saúde brasileira.

Analisando os papéis do presidente Michel Temer (PMDB) e do governador Robinson Faria (PSD) no tocante à Saúde, Ferreira admitiu insatisfação com ambas as administrações. “Ambos têm deixado muito a desejar. Está faltando mais criatividade, velocidade de ação, um direcionamento e planejamento adequado dos recursos. Claro que esses problemas não são de agora, mas nem Temer e nem Robinson deram um basta para recomeçar”.

Anteriormente, portaria publicada em 27 de dezembro determinou o repasse de R$ 180 milhões ao Estado para cobrir casos de Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar no Estado. O dinheiro chegou a ser repassado, por decisão do desembargador do TJRN Cornélio Alves, para pagamento de salários dos servidores da Segurança e de outras áreas. O presidente do Sinmed-RN criticou o ato e a não utilização desses recursos em caixa para melhorar a Saúde do povo potiguar.

“Numa crise deste tamanho, com falta de profissionais e fechamento de leitos… vem uma autoridade judiciária dar uma ‘canetada’ para nos tirar esse dinheiro. Se temos esse valor em caixa, por que não está sendo usado?”, questionou.

Do Agora RN

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