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Outro lado: Deputados dizem que ajuste só não foi aprovado por causa de erros do Governo Após secretário de Administração e Recursos Humanos e controlador-geral do Estado criticarem resultado da convocação extraordinária, parlamentares explicaram seus posicionamentos

José Aldenir / Agora Imagens
Deputados Raimundo Fernandes (PSDB) e Kelps Lima (SD)Redação

Os deputados estaduais Kelps Lima (SD) e Raimundo Fernandes (PSDB), críticos do pacote de medidas de recuperação fiscal encaminhado pelo Governo do Estado para análise da Assembleia Legislativa, disseram que a maioria dos projetos não foi aprovada por causa de erros na elaboração, e não por má vontade dos parlamentares.

“Os projetos vieram todos cheios de defeitos, sem a necessária constitucionalidade e sem esclarecimentos. O governo queria fazer um arrumadinho, puxando para lá e para cá. Mas a Assembleia é inteligente”, afirmou Raimundo.

Apenas 8 dos 20 projetos encaminhados pelo Executivo foram aprovados pela Assembleia em convocação extraordinária no mês de janeiro. O resultado desagradou a representantes do Governo, como o secretário Cristiano Feitosa (Administração e Recursos Humanos), que lançou críticas aos deputados, afirmando que eles “não pensaram no Estado” ao apreciar as matérias.

Raimundo Fernandes rebateu o argumento e apresentou outras sugestões para o Governo equilibrar as finanças. “Doutor Cristiano ficou sabendo que a Assembleia sabe o que é direito e o que é matéria. Ele pensou que a gente não soubesse. Não vamos jogar uma carga violenta sobre o funcionalismo público. O que tem que fazer é aumentar o sistema de arrecadação de quem não paga imposto. Como é que se melhora isso? Colocando funcionários competentes”, acrescentou o deputado do PSDB.

Já Kelps Lima considera que “o único culpado de os projetos não terem sido aprovados foi o próprio Governo”. “Dos 20 projetos encaminhados para a Assembleia, a grande maioria tinha erros de formatação, e o próprio Governo pediu de volta”, frisou.

“O secretário poderia dar uma enorme colaboração, que é convencer o governador a renunciar ao cargo. Ele [Cristiano Feitosa] faz parte do governo mais desastrado, do ponto de vista administrativo, da história do Rio Grande do Norte”, acrescentou.

O parlamentar do Solidariedade disse que poderá votar favoravelmente a outras medidas de ajuste fiscal desde que os projetos sejam “bons”. Kelps criticou mensagens governamentais enviadas para a convocação de janeiro, como a que autorizava a alienação de imóveis do Estado. A matéria previa a venda do prédio que sedia o Centro de Turismo, que é tombado como patrimônio público. “Os projetos foram mal formulados. Nos últimos dias, os próprios deputados do governo estavam com vergonha. Os novos projetos serão votados se forem bem elaborados”, concluiu.

Agora RN

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