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Deus é argentino! Sob as bênçãos de Maradona, Messi foi um dos mensageiros da boa nova: a classificação da Argentina



Maradona comemora classificação argentina das arquibancadas (Sergio Perez/Reuters)
Enquanto Lionel Messi participava do aquecimento de sua equipe, Diego Maradona o abençoava, das arquibancadas. Performático, o eterno ídolo erguia aos mãos para os céus e engrossava o coro dos louvores. Apesar de ser divindade — da ‘Igreja Maradoniana’, erguida há vinte anos —, o campeão do mundo em 1986 não resistiu à tentação de bailar com uma torcedora nigeriana. Ao som de No te creas tan importante (não se ache tão importante), ironicamente. De fato, era a vez de Messi brilhar.Depois da apatia na derrota para a Croácia, o camisa 10 da vez tratou de agir logo. Aos quatorze minutos do primeiro tempo, após belo lançamento de Banega — que consertou o meio de campo alviceleste —, Messi acolheu a bola na coxa antes de finalmente chegar à glória. Ele não marcava em Copas do Mundo há 699 minutos e fez o centésimo gol do Mundial da Rússia. Quase ampliou, cobrando falta na trave, mas a vaga platense não viria sem sofrimento.

Logo aos seis minutos do segundo tempo, a Nigéria empatou, com Moses cobrando pênalti. Nem o primeiro gol da Croácia, em Rostov, instantes depois, ajudaria os argentinos. Menos ainda o empate da Islândia, que ficou a um gol de chegar às oitavas. A verdade é que não havia como esperar milagre, era preciso buscar a salvação. Que não veio de Messi. Bom sinal, há outros santos a agradecer.

Da defesa veio o gol da classificação. O cruzamento do lateral Mercado, o complemento do zagueiro Rojo, a catarse, o choro. E alívio definitivo depois do segundo gol da Croácia, líder do Grupo D, que vai enfrentar a Dinamarca nas oitavas. A Argentina vai encarar a fortíssima França, mas não há o que lamentar. O momento é de dar graças. E manter a fé em Messi.

Ponto alto

Messi puxou a fila na entrada do time em campo pela primeira vez, no aquecimento. Orientou os colegas na boca do túnel, após o intervalo. Depois do segundo gol, fez cera, como se estivesse disputando uma Libertadores. Líder, sem dúvida.

Ponto baixo
Se foi Jorge Sampaoli quem escalou o time ou não, a verdade é que o treinador vive seu purgatório na Rússia. Vaiado pela torcida em São Petersburgo, ele sequer foi abraçado por jogadores ou colegas de comissão.

Nas oitavas
Argentina e França se enfrentam no sábado, 30 de junho, às 11h, em Kazan. No domingo, às 15h, a Croácia joga contra a Dinamarca, em Nijni Novgorod.

Fichas dos jogos

Nigéria 1 x 2 Argentina

Local: estádio de São Petersburgo. Árbitro: Cuneyt Cakir (TUR). Público: 64.468. Gols: Messi, aos 14 do primeiro tempo; Moses, aos 6, Rojo, aos 41 do segundo tempo.
Nigéria: Uzoho; Ekong (Omeruo), Balogun e Omeruo; Moses, Ndidi, Etebo, Obi Mikel e Idowu; Musa (Simy) e Iheanacho (Ighalo). Técnico: Gernot Rohr.
Argentina: Armani; Mercado, Otamendi, Rojo e Tagliafico (Agüero); Mascherano, Benega, Pérez (Pavón) e Di María (Meza); Messi e Higuaín. Jorge Sampaoli.

Islândia 1 x 2 Croácia
Local: Arena Rostov. Árbitro: Antonio Mateu (ESP). Público: 43.472. Gols: Badelj, aos 8 do primeiro tempo; Gylfi Sigurdsson, aos 31, Perisic, aos 45 do segundo tempo.
Islândia: Halldórsson; Saevarsson, Ragnar Sigurdsson (Sigurdarson), Ingason e Magnússon; Gunnarsson e Hallfredsson; Gudmundsson, Gylfi Sigurdsson e Bjarnason (Traustason); Finnbogason (Albert Gudmundsson). Técnico: Helmir Hallgrímsson.
Croácia: Kalinic; Jedvaj, Corluka, Caleta-Car e Pivaric; Kovacic (Rakitic) e Badelj; Pjaca (Lovren), Modric (Bradaric) e Perisic; Kramaric. Dalic Zlatko.

DA VEJA

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