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'Justiça será feita', diz médico conhecido como doutor Bumbum em entrevista na delegacia


Reprodução: Facebook
O médico Denis Cesar Barros Furtado, conhecido nas redes sociais como “Doutor Bumbum”, não paga há dez anos a cota condominial da cobertura na Barra da Tijuca onde foi realizado o procedimento estético que resultou na morte da bancária Lilian Calixto, no último domingo. Contra ele, corre um processo na 2ª Vara Cível movido em 2009 pelo condomínio Santa Mônica. Em decisão publicada em fevereiro do ano passado, a Justiça condenou o réu a pagar o valor devido, que na época somava R$ 424.571,94, além das custas do processo. Segundo o advogado que representa o condomínio, o valor atualizado já ultrapassa meio milhão de reais.A última cota condominial paga pelo médico foi a de dezembro de 2007. Desde então, ele não quitou mais nenhuma parcela. Em outubro do ano passado, o valor já somava R$ 502 mil. Como o réu não pagou a quantia devida, o magistrado determinou que ele fosse citado por correio. O trâmite, no entanto, foi prejudicado pela greve dos Correios. O juiz determinou, então, que o réu fosse intimado por um oficial de justiça. Mas a decisão só foi publicada na última terça-feira, quando o médico já era considerado foragido pela polícia.

A prisão do médico, na tarde desta quinta-feira, provavelmente dará uma reviravolta no processo. De acordo com Rafael Giro, advogado do condomínio Santa Mônica, o réu poderá ser intimado na cadeia. Caso ele se recuse a pagar o valor devido, a Justiça pode acabar determinando que vá a leilão o apartamento onde o médico submeteu a bancária ao procedimento estético.

— Pelo volume da dívida, não imagino que ele vá cumprir a condenação espontaneamente. Então, vamos ter que levar isso para uma execução forçada do valor, que pode desaguar em um possível leilão do apartamento — diz o advogado.

Não é a primeira vez que o médico enfrenta um processo por dívida com a cota condominial. Há mais de dez anos, a Justiça chegou a determinar que o apartamento fosse leiloado por causa das dívidas não pagas. Na ocasião, a mãe de Denis quitou a dívida e impediu o leilão.

De acordo com um morador do prédio onde fica a cobertura de Denis, o médico era conhecido como um condômino problemático, mas ninguém sabia que ele usava o imóvel para realizar procedimentos estéticos.

— Ele era chatinho, fazia reclamação de coisas pequenas, como a temperatura do ar-condicionado na academia de ginástica. Mas ninguém sabia quem ele era realmente. O pessoal ficou surpreso quando começaram a sair as notícias e as histórias sobre o perfil dele no Facebook — conta o morador, que prefere não se identificar.

O Globo

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