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Lua de Sangue nesta sexta vai durar 34 min em SP e 47 min no Rio; veja horários, inclusive, em Natal

Imagem da Lua em janeiro, vista em Londres.Foto: Eddie Keogh/ Reuters
Eclipse mais longo do século, a Lua de Sangue terá duração menor no céu brasileiro nesta sexta-feira (27). Em São Paulo, a fase total do fenômeno durará 34 minutos; no Rio, 47 minutos.Isso porque quando a lua chegar aos céus de nossas cidades (17h39 em São Paulo e 17h26 no Rio), o eclipse já terá começado. A fase total do eclipse acaba às 18h13.

O eclipse total terá visibilidade durante 1 hora e 43 minutos no leste da África e no sudeste da Ásia. No Brasil, uma das maiores durações será no Recife – das 17h15 às 18h13.

Para saber o que será possível ver na sua região, consulte o gráfico abaixo e leve em conta duas informações: que horas a Lua nasce em sua cidade e qual a fase do eclipse estará vigente nesse instante.

Dessa maneira, por exemplo, dá para antever que em São Paulo será possível observar a fase total do eclipse por 34 minutos apenas – das 17h39, quando a Lua nasce, até as 18h13, quando acaba essa etapa do eclipse nessa faixa.

Fases do eclipse

Em algumas cidades brasileiras, a Lua nasce apenas depois das 18h13. Nesses casos será possível observar a fase parcial do eclipse, quando a Lua já tiver saído da região mais escura da sombra terrestre, conhecida como umbra.

A fase parcial termina às 19h19. “Após esse horário ainda será possível acompanhar a fase penumbral, que ocorre até as 20h28. Essa fase, entretanto, é muito sutil e quase imperceptível a olho nu”, explica o astrônomo. “Para observar o eclipse, procure um local com o horizonte leste desimpedido.” Utilizar binóculos e lunetas pode ser uma boa ideia.

Membro da Sociedade Astronômica Brasileira, o astrônomo Thiago Sgnorini explica que as cidades que avistam uma fase do eclipse conseguem ver as fases seguintes na sequência.

Ou seja, quem assistiu à fase umbral passa a ver a fase parcial a partir das 19h19 e a penumbral, “quase imperceptível”, a partir das 20h28.

Rojas explica que os eclipses lunares passam por três fases principais. A fase penumbral ocorre primeiro, e é quase imperceptível a olho nu. Nessa fase, a Lua atravessa a região mais externa do cone de sombra da Terra, a penumbra, onde a escuridão não é total.

“Quando a Lua começa a penetrar na região mais central da sombra terrestre, chamada umbra, inicia-se a fase parcial. Durante essa fase, é possível acompanhar a sombra terrestre lentamente preenchendo o disco lunar. Quando a Lua finalmente se encontra inteira na umbra, inicia-se a fase total.”

Ao final dessa fase, a lua atravessa novamente a porção parcial e finalmente a penumbral. “A duração completa deste eclipse, incluindo todas as fases, será de 6 horas e 13 minutos.”

Quer fotografar a “lua de sangue”? Veja dicas

A primeira dica para fotografar a “lua de sangue” é utilizar a maior lente ou o maior zoom possível de sua câmera ou telefone celular. Os profissionais utilizam lentes de 300 mm e 400 mm e ainda podem contar com a ajuda de um duplicador, que diminui ainda mais o ângulo de visão, causando a impressão de maior aproximação.

Você também precisará de um tripé. Lentes longas ou zoom ativado normalmente exigem que a câmera ou o aparelho não sofram nenhum tipo de trepidação ou movimento, por mínimo que seja. Quando isso acontece, a imagem sai borrada e a Lua parece como uma mancha branca na foto. O tripé também ajuda a dar nitidez à fotografia: um pequeno movimento do braço ou um passo para frente ou para trás pode tirar o foco da imagem.

Também é importante medir a luz da maneira mais precisa possível. No enquadramento para fotografar a Lua, temos uma grande parte escura no quadro, e isso, quase sempre, indica às câmeras a necessidade de mais luz. Mas, na verdade, elas não precisam porque a Lua é mais clara que o fundo. Podemos fotografar diversas vezes e perceber em que momento os detalhes da Lua se tornam visíveis.

Uma boa ideia é tentar uma composição com diversos elementos, como edifícios, árvores, estátuas. Eles destacam a proporção e orienta o olhar para a Lua. Mirar o astro entre prédios ou “apoiá-lo” sobre a mão de uma estátua é uma alternativa divertida.

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