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Henrique Meirelles já injetou R$ 45 milhões na sua própria candidatura e é maior doador eleitoral da história



Henrique Meirelles não se abala com os 2% que tem nas pesquisas. Ele aposta alto no seu sonho de ser presidente. Mais precisamente R$ 45 milhões até agora, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ele já é o maior doador pessoa física da história das eleições presidenciais, pelo menos desde 2002.O valor destinado por Meirelles pode ser comparado até mesmo com as altas cifras dadas pelas empresas brasileiras na cara campanha de 2014. Ele ficaria na lista dos 15 maiores doadores ao lado de nomes como Odebrecht, Bradesco e Andrade Gutierrez.

Entre os empresários, os milhões de Meirelles são quase o dobro do valor contribuído pelos dois que até agora encabeçavam a lista dos maiores doadores pessoas físicas. Em 2006, o empresário Beto Stuart do Ceará colocou R$ 25 milhões, em valores já corrigidos, na campanha a governador do PSDB. E, em 2010, Guilherme Leal, dono da Natura, injetou R$ 23 milhões chapa de Marina Silva, da qual era candidato a vice-presidente. Os números foram obtidos a partir de compilação da base de dados do TSE feita pelos projetos Às Claras, da Transparência Brasil, e Meu Congresso Nacional, da Universidade Federal de Pernambuco.

Quando confrontado sobre o alto valor que aplicou em sua própria campanha, Meirelles disse durante a sabatina promovida pela Folha, UOL e SBT que dessa forma, se autofinanciando, poderá ser um presidente independente, sem rabo preso com ninguém.

O candidato diz que reuniu seu dinheiro com o trabalho de banqueiro ao longo da vida. Até 2002, Meirelles foi do BankBoston, um grande banco americano que tinha atuação no Brasil. Mas foi quando voltou ao país que seu patrimônio se multiplicou por oito.

Em 2002, quando se lançou na política como candidato a deputado federal por Goiás, Meirelles informou possuir R$ 45 milhões. Nestas eleições, ele declarou patrimônio de R$ 377,4 milhões. Em boa parte desse período, Meirelles esteve no setor público. Foi presidente do Banco Central por oito anos, de 2003 a 2010, e ministro da Fazenda entre 2016 e este ano. Em 2011, foi coordenador do Conselho Público Olímpico.

Entre 2012 e o início de 2016 esteve no setor privado, especialmente na J&F Investimentos. No currículo no seu site oficial, ele esconde que foi consultor e presidente do conselho de administração da J&F, a empresa dos irmãos Batista que controla a JBS.

Enquanto foi do grupo, Meirelles ajudou a implementar o banco digital do Banco Original, mas também assinou balanços da holding dos irmãos.

No ano passado, os Batista confessaram que pagaram propina a agentes do setor público e políticos para obter vantagens. A assessoria disse que não responderia a questões detalhadas enviadas.

Existe uma controvérsia em torno do patrimônio de Meirelles, que começou justamente no ano em que se lançou na política: ele declarou diferentes patrimônios para a Justiça Eleitoral e para a Receita.

Para um afirmou que tinha R$ 45 milhões e para outro, que possuía cerca de R$ 90 milhões. O caso rendeu uma investigação do então procurador da República em Brasília Lauro Cardoso.

Cardoso disse à Folha que as suspeitas foram levantadas por procuradores de Justiça em Nova York que diziam que a diferença era muito grande para ser justificada apenas com os ganhos como executivo do BankBoston.

O inquérito acabou no STF (Supremo Tribunal Federal). No meio das investigações, o então presidente Lula (PT) deu status de ministro ao presidente do Banco Central e Meirelles passou a ter foro especial.

No STF, os ministros rejeitaram a quebra de sigilo bancário e o caso acabou sendo extinto —segundo o processo, pelo fato de Meirelles ter ajustado as diferenças. A evolução do patrimônio de Meirelles, depois que deixou o BankBoston, foi especialmente impulsionada pelo seu trabalho na J&F Investimentos, entre 2012 e 2016.

Os registros de sua empresa, a HM&A, na Junta Comercial demonstram ganhos de R$ 167 milhões em 2016. Outros R$ 50 milhões foram registrados como ganhos já quando era ministro da Fazenda do governo Michel Temer, segundo reportagem do site BuzzFeed.

Na época, Meirelles explicou que se tratava de dividendos por consultorias para empresas internacionais como Lazard e KKR, além da J&F.

Para chegar a ser candidato agora em 2018, o emedebista teve que fazer um acerto com o partido e se comprometeu a financiar sua própria candidatura. Até agora o MDB já distribuiu R$ 233 milhões a seus candidatos, mas não vai dar nenhum centavo a Meirelles.

O presidenciável, que tenta se tornar conhecido, é o candidato que mais gasta em redes sociais. Já investiu R$ 1,2 milhão em impulsionamento de posts no Facebook e no Instagram e outros R$ 400 mil em anúncios no Google.

FOLHAPRESS

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