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Eleições 2018: Grupo Rosado sai destroçado de eleições no primeiro turno

Clã encolhe sem eleger ninguém e tem sua força limitada em seu próprio espaço geopolítico original

O grupo político-familiar Rosado sai destroçado das eleições em primeiro turno do Rio Grande do Norte em 2018. Os números das urnas reduziram sua força eleitoral até mesmo em sua comuna, Mossoró, onde teve desempenho sofrível.

Reunificado pelo temor de ser engolido no pleito municipal de 2016, após mais de 30 anos de polarização, a “união” dos Rosados por necessidade não foi suficiente para sustentar pelo menos um mandato federal e outro estadual no pleito de 2018.

Rosalba e seus candidatos foram derrotados "em casa", por adversários quase invisíveis (Foto: arquivo)A partir de janeiro de 2019, esse clã terá apenas os mandatos de Rosalba Ciarlini Rosado (PP) e da sua prima e vereadora Sandra Rosado (PSDB). Uma volta ao passado em termos de poder, há 70 anos. Em 1948, o sogro de Rosalba – Dix-sept Rosado – era prefeito de Mossoró; Vingt-Rosado, pai de Sandra, vereador. Dix-duit Rosado, irmão de ambos, tinha sido eleito deputado estadual constituinte (1947 a 1951).

Os primos Beto, Larissa e Kadu

Candidato à reeleição à Câmara Federal e apoiado pela prefeita e tia-afim Rosalba Ciarlini, Beto Rosado ficou apenas na primeira suplência da “Coligação 100% RN”, nas eleições deste ano.

Já a deputada estadual Larissa Rosado (PSDB), filha da ex-deputada federal e atual vereadora Sandra Rosado, somou a sua segunda derrota consecutiva à Assembleia Legislativa. Lá está desde 2017, graças a um acordo político engendrado pelo então deputado federal Henrique Alves (MDB).

Outro dissabor eleitoral veio da própria casa da prefeita Rosalba: seu filho Kadu Ciarlini (PP), integrante da chapa ao Governo do RN do ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT), foi derrotado em Mossoró. Pelo menos vai para o segundo turno, onde existe fio de esperança de conquista eleitoral.

Números

Em Mossoró, Beto Rosado empalmou apenas 16.241 votos (14,79%), o que lhe garantiu o primeiro lugar – mas não a reeleição. Trabalhava para obter 30 mil no município. Em 2014, quando se elegeu, obtivera 15.321 (15.37%) e ficara atrás de Sandra Rosado (então no PSB), que somou 18.271 (18,33%) àquela ocasião, não se reelegendo.

No estado, Beto alcançou 71.092 (4,42%). Em 2014, eleito, 64.445 (4,08%).

Quando à Larissa, a queda foi ainda maior. Também foi primeira colocada em Mossoró, mas atrofiou bastante. Teve 17.753 (15,08%) este ano. Em 2014, ela chegou a 24.585 (24,35%).

No cômputo geral no estado, a deputada amealhou 25.909 (1,54%). Em 2014, a parlamentar tinha somado 32.876 (1,98%).

Chapa da “Rosa” perde para adversária sem palanque

O caso mais representativo da desnutrição de poder dos Rosados, que por anos se dividiu nos neologismos “rosalbismo” (de Rosalba) e “rosadismo” (sob comando de Sandra), é a contenda ao governo estadual.

A chapa Carlos Eduardo Alves-Kadu Ciarlini foi derrotada por Fátima Bezerra (PT)-Antenor Roberto (PCdoB) em Mossoró, mesmo com avassaladora força da estrutura do município e o capital político da “Rosa”. Importante ser destacado, que Fátima-Antenor não teve sequer um palanque representativo e escassas vezes “passou” pela cidade no primeiro turno.

Mesmo assim, venceu o pleito local com 46.634 (43,02%). Carlos-Kadu totalizou 37.243 (34,36%). Maioria de 9,391 votos (8,66%). O estrago foi até ameno, que se diga. Não fosse o intenso trabalho do governismo municipal na periferia e zona rural, seria bem pior.

Blog Carlos Santos

www.blogclaudiooliveira.com

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