As informações foram divulgadas pelo presidente da Santa Casa de Juiz de Fora, Renato Villela Loures. — Foto: Roberta Oliveira/G1

Após uma mobilização de eleitores do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora recebeu R$ 1.306.269,90 em doações. O dinheiro foi doado por 54.905 pessoas. O balanço e a destinação dos recursos foram divulgados manhã desta segunda-feira (10) pelo presidente da Santa Casa, Renato Villela Loures.A mobilização via redes sociais começou há cerca de um mês, como uma retribuição ao atendimento que o então candidato recebeu no hospital após sofrer um atentado durante ato de campanha na cidade.

“Arrecadamos uma quantia expressiva. Foi uma campanha espontânea, que não foi feita pela Santa casa e estas doações vieram”, disse o presidente da Santa Casa.

Renato Villela Loures informou que o dinheiro da doação será investido em um novo Centro de Tratamento Intensivo (CTI) com dez leitos. Loures disse ainda que, apesar de não ser um pedido da instituição, as doações podem continuar, pois estão contribuindo de forma relevante para a Santa Casa.

Loures revelou ainda que há aproximadamente 15 dias esteve em Brasília, com o Bolsonaro, e entregou ao presidente eleito uma série de reivindicações do setor filantrópico do país. Confira algumas das pautas apresentadas:

revisão dos modelos de custeio
remuneração das santas casas
solução do passivo financeiro das filantrópicas
valorização das entidades que realizam procedimentos de médio e alta complexidade
valorização das instituições de ensino, como a Santa Casa de Juiz Fora que é credenciada nos ministérios da Saúde e da Educação.

Bolsonaro e a Santa Casa

Jair Bolsonaro foi atendido pela Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora no dia 6 de setembro após ter sido esfaqueado durante um ato de campanha na cidade. O presidente eleito teve lesões nos intestinos delgado e grosso e passou por uma cirurgia na unidade hospitalar.

No dia seguinte, o então candidato do PSL foi transferido para o Hospital Albert Einstein, onde passou por nova cirurgia. Bolsonaro recebeu alta no dia 29 de setembro.

Em 30 de outubro, após ser eleito, Bolsonaro disse através das redes sociais que pretendia doar a sobra da campanha eleitoral para a Santa Casa. Entretanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não permitiu o repasse do restante dos recursos da campanha para o hospital. Segundo informou ao G1, a destinação das sobras de campanha das candidaturas à Presidência da República deve ser transferidas para a direção nacional do partido – no caso, o PSL – que será o responsável pela identificação, utilização, contabilização e prestação de contas ao TSE, conforme ao artigo 53 da Resolução nº 23.553.

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Heber Da Silva Barros@heber_barros

Proibiram nosso presidente de doar a sobra de campanha para o hospital que salvou sua vida. E Já que somos o seu caixa 2 ...
SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE JUIZ DE FORA.
CNPJ: 21.575.709/0001-95
BANCO DO BRASIL.
AGENCIA 4478-4
C/C 6367-3
TEL: 32- 3229-2223
5.380
19:16 - 1 de nov de 20183.342 pessoas estão falando sobre isso
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Diante da proibição, o internauta e eleitor, Heber da Silva Barros, propôs a iniciativa através da conta no Twitter e diversos eleitores aderiram à ideia e passaram a realizar depósitos na conta bancária da Santa Casa de Juiz de Fora.

Ainda em novembro, o presidente eleito incluiu o hospital como destinatário de R$ 2 milhões em emenda parlamentar prevista para 2019. O valor é parte da verba de emenda individual a que ele tem direito em seu mandato atual de deputado federal.

A informação sobre a destinação foi publicada no site da Câmara dos Deputados. Por email, o hospital confirmou ao G1 que foi comunicado sobre a inclusão da entidade como destinatária da emenda.

No texto, Bolsonaro cita que “a Santa Casa tem demonstrado grande resiliência para enfrentar os desafios do dia a dia e manter estabilidade num momento de crise pelo qual passam todos os hospitais filantrópicos do país. O nosso déficit em 2017 foi de R$ 27.963.125,84 referente aos atendimentos a pacientes do SUS (internados e externos), sendo a média mensal de R$ 2.330.260,49, o que representa (36,92%)”.

A publicação destaca que o déficit é decorrente da defasagem da tabela do SUS sem reajuste há mais de 12 anos.

G1

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