Gabigol encerrou o jejum de gols no Flamengo Foto: MARCELO THEOBALD / O Globo
Diogo Dantas

Seis meses de trabalho e nem sinal daquele Flamengo que se impunha e enchia os olhos da torcida. Sob o comando de Abel Braga, a equipe involuiu, mas a alma ainda está lá. A virada aos 51 minutos diante de um Athletico-PR quase todo reserva neste domingo no Maracanã ilustrou: 3 a 2, gols de Gabriel, Bruno Henrique e Rodrigo Caio. Cirino, ex-Flamengo, descontou.Com o resultado, o Flamengo fica a seis pontos do líder Palmeiras. O começo ruim no Brasileiro mina as boas campanhas até aqui na Libertadores e na Copa do Brasil, e coloca o treinador pressionado como nunca, após uma tarde de xingamentos e protestos. O tradicional “Time sem vergonha” resumiu o clima de pressão sobre técnico e diretoria, diante de mais de 50 mil torcedores. Agora, o Flamengo terá mais uma semana livre para treinamento antes de encarar o Fortaleza.

O goleiro Diego Alves destaque do primeiro tempo, com defesas difíceis. Um prenúncio do que estaria por vir. O gol de Gabriel acalmou o ímpeto do time misto do Athletico-PR. Mas o Flamengo como um todo esteve desorganizado. A entrada de Diego, que errou passe que quase redundou em gol, não elevou o controle de jogo da equipe. O time de Abel dividiu a posse de bola com os visitantes e apostou em contra-ataques, como no lance do gol. A única jogada do Flamengo era com Para e Ribeiro na direita. De resto, só improviso e muita luta.

No segundo tempo, o Flamengo recuou e sentou na vantagem. Levou ainda mais pressão dos paranaenses e apostou em uma bola para matar o jogo. Mas não contava com nova tarde ruim de Bruno Henrique e Gabigol. O bom toque de bola do Arhletico redundou no gol de Cirino. Ai o caldo entornou.

“Ei Abel vai tomar no c...” gritou a torcida do Flamengo nos setores Sul e Leste. A Norte seguia apoiando mas desistiu. Sem o resultado que ainda segurava os protestos, o caldo entornou. “Abe vai se f... o meu Flamengo não precisa de você”, entoou toda a Nação no estádio antes de cantar o hino do clube. Ao sofrer a virada em pênalti cobrado por Cirino, o jogo perdeu qualquer senso tático, que já não tinha. Vitinho entrou na vaga de Piris sob mais protestos contra Abel e o time.

Com 15 minutos pela frente, o Flamengo se atirou de qualquer jeito. Entraram ainda Rodinei e Lincoln, enquanto a torcida pedia Arrascaeta. No abafa, Bruno Henrique apareceu na pequena área para amenizar os estragos que uma derrota poderia causar. E o gol de Rodrigo Caio fez o Maracanã explodir em alegria por alguns minutos. No apito final, mais xingamentos contra Abel.

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