POR BRENO PERRUCI/@eaiboracorrer

As câimbras estão em primeiro lugar no ranking dos meus obstáculos nas corridas de maiores distâncias. O problema sempre me incomodou, especialmente nas panturrilhas, e não demorou pra que eu ouvisse falar nas meias de compressão. Nunca cheguei a usá-las, primeiro por desinformação, e hoje porque graças a um trabalho específico de fortalecimento muscular, mobilidade e estabilidade de articulações, estou quase curado. Atualmente as meias ocupam uma posição diferente no meu conceito. Passei a respeitá-las e agora posso compartilhar o quanto elas podem ser importantes para nós corredores.

Conversei com dois especialistas, acostumados a trabalhar com atletas e ambos foram taxativos, elas ajudam. Para a angiologista Regina Florêncio, as meias de compressão trazem benefícios tanto de forma preventiva quanto em forma de tratamento. “Diversos trabalhos científicos comprovam o auxílio na prática de esportes de impacto como a corrida. Elas melhoram a resistência muscular e o desempenho porque ajudam no retorno venoso, ou seja, na irrigação sanguínea. Elas facilitam a volta do sangue ao coração e assim evitam ou diminuem o acúmulo de ácido lático na musculatura. Evitam a permanência do sangue sujo pelo corpo por tempo maior e por consequência, a recuperação física no pós treino é mais rápida”, destaca.

Daniel Lima, que é fisioterapeuta da Concept Recovery e Sports, segue a argumentação e lembra que um retorno venoso eficiente ajuda a prevenir as câimbras. “As meias de compressão tem uma função de estabilizar a musculatura, o que evita lesões como a canelite por exemplo, já que elas não permitem que a vibração dos músculos, ao correr, machuquem a membrana que recobre a tíbia”, reforça Daniel.

Eles fazem outros lembretes. A angiologista ressalta a importância de sempre buscar a orientação médica especializadas. As meias devem ser personalizadas. Já o fisioterapeuta lembra que existe a individualidade biológica. Ou seja, pra uns pode não surtir efeito. Então o melhor mesmo é sempre procurar um profissional.

Por fim, pra não ficar nenhuma dúvida, ainda busquei uma última opinião e falei com meu técnico, Cid Barbosa, que também é triatleta de alto rendimento e ele também foi firme. “Eu usei muito as meias de compressão e elas faziam diferença demais na minha recuperação pós provas e pós treinos maiores. Diferença pra melhor, claro”.

Pronto, agora depois dessa aula, quem sabe eu faço um teste pra saber como meu corpo vai reagir!

E aí, bora correr?

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