O Partido Socialista comandado pelo atual primeiro-ministro, António Costa, venceu a eleição legislativa de Portugal realizada neste domingo (06). O partido de Costa recebeu 37% dos votos e conquistou 106 cadeiras. Já o Partido Social Democrata (PSD, centro-direita), do atual líder da oposição Rui Rio, ficou em segundo lugar, com 27,9% dos votos e 77 assentos.

Os líderes do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista Português se disseram abertos a repetir a aliança e a apoiar o nome de Costa para seguir como primeiro-ministro. Como condição, pedem que se comprometa a melhorar a vida dos trabalhadores.

“Não há obstáculos para o presidente apontar o premiê e o governo ser formado e começar a trabalhar”, afirmou Jerónimo de Souza, líder dos comunistas. “Firmaremos nossa posição dependendo das escolhas do Partido Socialista, nos instrumentos orçamentários e nos conteúdos das propostas legislativas.”

O partido do primeiro-ministro foi impulsionado nas urnas pela recuperação econômica de Portugal. Em 2011, o país sofria com os reflexos da crise financeira global de 2008. O então premiê, José Sócrates, recorreu ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e à UE (União Europeia) e fechou um acordo de 78 milhões de euros.

Em 2013, o desemprego bateu recorde e chegou a 17,5% – o maior índice registrado pelo Brasil nos últimos dez anos é de 12,7%, em 2017, e atualmente está em 11,8%. Quando assumiu, em 2015, Costa foi na contramão da austeridade aplicada por Grécia e Irlanda: reverteu cortes nos salários e pensões e ofereceu incentivos às empresas.

Atualmente, o desemprego está em 6,3% e o PIB (Produto Interno Bruto) registrou crescimento nos últimos quatro anos acima da média dos países da União Europeia.

A onda de popularidade dos partidos ecológicos na Europa também se refletiu nos resultados da eleição portuguesa. O Pessoas – Animais – Natureza (PAN), que também integrou a geringonça, cresceu e deve conquistar mais três cadeiras, totalizando quatro nesta próxima legislatura.

El País

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