Segundo INPE, instrumento estuda comportamento da camada de ozônio e contato não oferece riscos à saúde — Foto: Lucas Cortez/Inter TV Cabugi

Por Inter TV Cabugi — Um radar de radiossondagem do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que caiu em Parnamirim, na região metropolitana de Natal, deixou moradores intrigados na tarde da última terça-feira (12). A movimentação atípica no céu chamou atenção de um vendedor de coco, um motorista de guincho e policiais que faziam uma ronda na região.


O radar estava em uma caixa de isopor, acoplada a um balão que estourou pouco antes de o objeto tocar ao solo. Segundo o Instituto, a pesquisa é feita desde 1977 e de forma semanal. O radar é solto de dentro do campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal. Pesa 790 gramas, costuma ficar no ar por cerca de 90 minutos e pode atingir mais de 30km de altura.Aviso na caixa diz que objeto não oferece riscos à saúde — Foto: Lucas Cortez/Inter TV Cabugi

Na caixa há um aviso que o objeto pertence ao INPE. Também está descrito que o objeto serve para obter dados meteorológicos e que contato direto não oferece riscos à saúde.

Quem achou o objeto foi Alexandre Emiliano da Silva, que é vendedor de coco na região. Ele disse que viu quando o aparelho caiu no solo. “Como curioso, vim até ele. Em um primeiro momento eu estava receoso, mas depois vi que não causava nenhum dano a saúde e tirei ele do local, já que o objeto poderia causar transtornos no trânsito”, contou.

Ronald Azevedo, motorista de guincho que foi testemunha da queda, até brincou com a situação. “Dormiu com essa caixa do lado. Inclusive encomendou um berço pra guardar”, brincou.

Um dos moradores da região disse que acredita que o órgão precisa ter mais atenção já que o objeto poderia causar um acidente e até machucar alguém. O INPE disse que em 41 anos de pesquisa nenhum acidente foi registrado.
Caixa identificada foi guardada por Alexandre, que a exibia orgulhoso — Foto: Lucas Cortez/Inter TV Cabugi

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