Um ano do governo sob o comando de Fátima Bezerra e a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte não vê obras em andamento, muito menos algum anúncio para ações em melhoria da população de Mossoró. O Município que ajudou a eleger a petista mesmo tendo duas outras chapas com candidatos a vice-governador da terra, hoje se vê em desalento e não conta com nenhuma iniciativa que visa a melhoria da infraestrutura ou revitalização de sedes de órgãos estaduais ou serviços. 

Para não dizer que não há obra de iniciativa do Governo do Estado em andamento, há o Hospital Regional da Mulher dentro da UERN. A construção da unidade, contudo, é com recursos do RN Sustentável conseguidos pela ex-governadora Rosalba Ciarlini e a obra propriamente dita começou no Governo Robinson Faria e segue em ritmo lento, com paralisações no decorrer do ano, mesmo com os recursos assegurados do Banco Mundial. A obra não anda.

Para exemplificar o abandono, há algumas semanas o anúncio da construção de um posto da Polícia Rodoviária Estadual que será bancando pela Casa Nova Construções. O novo equipamento ficará na RN 117 localizado a 3,9 quilômetros da BR 304, na zona urbana de Mossoró. Ou seja, a primeira “obra nova” anunciado pelo governo Fátima será construída pela iniciativa privada.

Além de não realizar pelo menos uma ação em Mossoró, a governadora faz pouco caso do Terminal Rodoviário Diran Ramos do Amaral com problemas de manutenção. Nada, nenhum anúncio de revitalização da rodoviária que também abriga a sede do Detran. O cenário é de total abandono.

Somado a isso, o Programa do Leite vem sofrendo descontinuidade, com irregularidade no fornecimento para famílias carentes. As denúncias são ouvidas quase que diariamente. Uma distribuição caótica, quando ocorre e nas mãos de apadrinhados políticos.

É, já temos um ano do RN com Fátima Bezerra no comando e Mossoró não tem muito motivo para comemorar. No Hospital Regional Tarcísio Maia o clima está pior e até decisão judicial obrigando a fazer melhorias já saiu. Mas melhora até agora nada, pelo contrário. E o sinal vermelho também chegou na segurança. A despeito da redução de índices em todos os estados brasileiros que muitos atribuem a uma percepção da criminalidade de que o atual governo federal seria “menos parcimonioso” com os bandidos, nos últimos meses Mossoró assiste uma escalada de homicídios que não traz boas perspectivas futuras. Mesmo com grande parte da imprensa anestesiada e silenciosa, é nítido que a cada dia que passa aumenta a frustração dos mossoroenses com o atual governo estadual, com Fátima Bezerra e seu partido.

Outro caso

Uma interferência governamental sentida nas cidades, especialmente as maiores caudadas pelo Governo foi a retiradas de recursos dos repasses obrigatórios do ICMS através da Lei do Proedi. Natal e Mossoró sofreram mais e não viram uma indústria sequer chegar. Quem paga o pato é a população que experimenta a situação das prefeituras com menos recursos para saúde, educação e pagamentos de compromissos com servidores, por exemplo. Com o Proedi prejudicando as cidades, não é exagero dizer que uma frase que resume um ano do governo Fátima em Mossoró é: ‘além de queda, coice’. Esse foi o tratamento da segunda maior cidade do estado.

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